terça-feira, 30 de abril de 2013

Uma apetitosa maionese fácil de fazer!





   Tempero é algo especial e muito particular! Faço essa maionese em casa, mas fica um pouco diferente da maionese preparada pelo meu companheiro Ítalo. Ele é descendente direto de italianos e já foi proprietário de hotel. A mama( a minha sogra que infelizmente não tive o prazer de conhecer) cozinhava muito bem. Ele sempre ficava perto e observava o preparo dos pratos do hotel. 

   Como sou mística e tudo na vida é energia, alimento é alquimia! Misturar ingredientes, ervas e temperos é muito mais do que cozinhar. Estão adicionando sua própria energia à comida. E, por esse motivo, além da higiene da cozinha e das vasilhas  é necessário a higiene mental. 

   Uma amiga dos meus tempos de república  comentava:

"Quando estou com raiva dos meus pais eu bato o bife pensando neles! Saem macios mesmo!"- eu achava engraçado. Devia sair macio mesmo, porque ela batia com força. No entanto, aonde ficava a raiva? A raiva é uma emoção forte e negativa. Será que a raiva passava para o bife?Acho que sim!

 Minha adolescência e juventude passava bem longe da cozinha. Tinhamos uma ótima  cozinheira. 

O pensionato de São Paulo tinha duas ótimas secretárias também. Não eram exatamente ótimas cozinheiras, mas elas preparavam a comida com muita alegria. No entanto, não apreciava o frango com quiabo. E fiquei com birra desse prato.

 Houve um final de semana que eu não pude ir para à casa. Não gostava de ficar no pensionato em SP nos finais de semana. Sentia falta de casa apesar de morar perto. Naquela época, conexão com a internet passava a passos bem largos da minha vida. Ficava no pensionato estudando ou proseando com as meninas. 

 Nesse final de semana, minha mãe me ligou e afirmou:

- Não venha esse final de semana! Seu irmão pegou catapora e a sua irmã também! O Sidney correu atrás dela para passar pra ela também.- afirmou minha mãe quase dando risada. Eu não queria pegar catapora e não fui para a casa.

 Na sexta à noite, a Elisa (nome fictício) reuniu as meninas do pensionato. Ela era a líder do pensionato. Estava sempre bem humorada e ajudava as meninas. Elisa teve a ideia de fazer um churrasco no sábado na casa de uma amiga. Todos acharam o "maior barato!" Barato ainda é uma gíria da juventude ou não? 

 Eu fiquei quieta "na minha". Ela começou a delegar funções para cada uma de nós:

- Você vai preparar o arroz, Fulana.- afirmou convicta.

- Eu vou temperar a carne!- todas assobiaram. Elisa era exímia cozinheira.

Alguém perguntou:

- E a maionese?

Elisa virou-se para mim e decidiu:

- Sandra, a maionese é com você!- fiquei muda e pálida. Mal sabia fritar um ovo, mas não podia pagar mico diante das minhas colegas de pensionato. O que era uma maionese? Nunca me interessei em aprender a fazer maionese. Via minha mãe preparar às vezes, mas achava tudo muito chato. Cozinhar era chato; comer era muito bom. Elisa ficou olhando pra minha cara. Todos me fitaram ao mesmo tempo. A mudez continuava! Como sair daquela saia justa?

- Bem, é que...-comecei.

- Você vai para casa esse final de semana?- perguntou Elisa.A própria Elisa me deu uma ótima ideia. Eu não poderia ir para à casa por causa da catapora, mas ninguém precisava saber. 

-Ih, Elisa, acho que vou para casa sim! Não tenho certeza!- Elisa olhou para mim com o rabo do olho. Um leve olhar crítico. Alguém levantou a mão e sugeriu:

- Eu faço a maionese!- era a Lúcia( nome fictício).

E me salvei por um triz da tarefa de preparar a maionese do churrasco! Num pensionato de moças não existe rotina. Naquela noite, após receber um telefonema, Elisa cancelou nosso churrasco. E fiquei mais aliviada ainda!

Agora, preparo uma maionese no capricho!

E você?

Prepare essa maionese e virãos muitos elogios da galera!

Mãos à obra!

  

Nenhum comentário:

Postar um comentário